Unipampa informações sobre o curso de Medicina e do Hospital Universitário do Pampa

         Na reunião do dia 2 de abril de 2026, a Universidade Federal do Pampa prestou esclarecimentos sobre o curso de Medicina e o andamento do projeto do Hospital Universitário do Pampa. Por proposição do vereador Celso Duarte (Progressistas), o reitor da Unipampa, Edward Pessano, participou do espaço da tribuna livre.

       O convite partiu do Legislativo para tratar de temas que têm gerado debate na comunidade, especialmente em relação à possibilidade de implantação de um curso de Medicina em outro campus da instituição.

        Conforme explicado, a discussão recente teve início após mobilização no município de Bagé, que pleiteia a implantação do curso. O reitor destacou, no entanto, que não há projeto formal em tramitação, apenas um indicativo aprovado em âmbito local, sendo necessárias diversas etapas e avaliações técnicas para que a proposta avance.

       Ele também ressaltou que a criação de cursos de Medicina depende de critérios rigorosos do Ministério da Educação, incluindo estudos sobre a capacidade da região em ofertar a formação.

       Sobre o Hospital Universitário do Pampa, o reitor afirmou que não há risco de transferência do projeto para outro município. Segundo ele, a iniciativa é resultado de estudos técnicos que apontam a necessidade da região da Fronteira Oeste, especialmente Uruguaiana, quanto à oferta de leitos e serviços de média e alta complexidade.

      O hospital, conforme destacado, tem origem em mobilizações sociais iniciadas em 2011 e vem sendo desenvolvido com base em estudos técnicos e cooperação institucional.

      Atualmente, o projeto encontra-se na fase de estudo assistencial, que definirá áreas de atuação, número de leitos, estrutura necessária e حجم de investimento. A próxima etapa prevê a elaboração do projeto técnico, por meio de cooperação com o Consórcio de Desenvolvimento do Pampa (Codepampa), com previsão de contratação ainda no primeiro semestre.

     O reitor informou ainda que há apoio de lideranças regionais e municípios, mas destacou a importância de ampliar a articulação com o Governo do Estado para viabilizar os recursos necessários à execução da obra.

       Por fim, ressaltou que, embora não haja risco de deslocamento do hospital para outra cidade, a concretização do projeto depende de decisões em âmbito federal, podendo sofrer impacto conforme as prioridades de governo.